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Com mais de 2 bilhões de casos registrados globalmente, cenário amplia a necessidade de procedimentos avançados e, em Curitiba (PR), Hospital São Vicente integra simpósio internacional para reforçar atuação em cirurgia ginecológica
O aumento na incidência de doenças ginecológicas de alta complexidade, como endometriose profunda e cânceres do sistema reprodutor feminino, tem ampliado a demanda por intervenções cirúrgicas cada vez mais precisas e seguras. Dados recentes do Global Burden of Disease apontam que, no último levantamento, as doenças ginecológicas somadas representaram um impacto expressivo na saúde das mulheres em idade fértil em todo o mundo, com cerca de 899 milhões de novos casos e mais de 2,1 bilhões de casos existentes.
Nesse cenário, a crescente demanda por centros preparados para realizar tratamentos e cirurgias ginecológicas de alta complexidade, com segurança, precisão e abordagem minimamente invasiva, bem como a qualificação dos profissionais e o acesso a técnicas mais modernas se tornam peças-chave para garantir um cuidado mais eficiente e seguro.
Educação médica e troca de experiências ganham espaço na prática cirúrgica
Acompanhando as necessidades do setor, recentemente, o Hospital São Vicente, de Curitiba (PR), integrou a programação do ISGS (International Symposium of Gynecological Surgery), simpósio internacional voltado à cirurgia ginecológica, no qual foram transmitidos ao vivo procedimentos realizados no Centro Cirúrgico da instituição.
A ação permitiu que especialistas de diferentes locais acompanhassem, em tempo real, cirurgias de alta complexidade, como histerectomias indicadas para endometriose profunda, câncer de colo do útero e tumor de ovário. A iniciativa contribuiu diretamente para a troca de experiências entre equipes médicas e para o aperfeiçoamento de técnicas que impactam, na prática, a vida das pacientes.
Isso porque a cirurgia minimamente invasiva, cada vez mais adotada nesses casos, oferece benefícios importantes, como a redução do tempo de internação e recuperação mais rápida — fatores que fazem diferença tanto para o sistema de saúde quanto para a qualidade de vida das pacientes.
Integração entre assistência e ensino
De acordo com Fabio Fin, Cirurgião Oncológico do Hospital São Vicente, a possibilidade de acompanhar esses procedimentos com alto padrão de imagem e segurança amplia o alcance do conhecimento e fortalece a medicina baseada em evidências. “A transmissão de cirurgias minimamente invasivas para fins educacionais permite ampliar o acesso ao conhecimento e promover a troca de experiências entre especialistas. Esse tipo de iniciativa contribui para o aprimoramento técnico e para a evolução constante das práticas cirúrgicas, sempre com foco na segurança da paciente e na qualidade assistencial”, explica.
Para ele, a integração entre assistência e ensino é fundamental para acompanhar a crescente complexidade dos casos. “Contribuir com a disseminação do conhecimento fortalece a evolução da medicina e impacta positivamente os resultados clínicos. A educação médica continuada é um dos pilares para o avanço das práticas assistenciais e para a qualificação do cuidado oferecido às pacientes”, completa.
Hospitais que investem em tecnologia, equipes especializadas e na disseminação de conhecimento tendem a oferecer respostas mais rápidas e assertivas diante de casos cada vez mais complexos. Na prática, isso se traduz em acesso a técnicas cirúrgicas mais modernas, decisões clínicas mais seguras e melhores desfechos para as pacientes, especialmente quando há integração entre assistência e educação médica.
“Mais do que acompanhar uma tendência, trata-se da necessidade de garantir que a evolução da medicina chegue, de fato, à ponta, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes e promovendo uma assistência cada vez mais segura, resolutiva e baseada em evidências”, finaliza o Cirurgião Oncológico.


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