No Viva Brasília Podcast, senador destaca educação, fiscalização dos recursos públicos e melhorias na gestão da saúde e da segurança.
A ampliação da educação profissional, a preservação do Fundo Constitucional e a melhoria da gestão pública estão entre as prioridades apresentadas por Izalci Lucas para uma eventual atuação na Câmara dos Deputados. Em entrevista ao Viva Brasília Podcast, conduzida por Fran Mendonça, o senador explicou sua candidatura a deputado federal pelo Distrito Federal e defendeu políticas com planejamento, metas e continuidade.
Izalci afirmou que a decisão de disputar uma vaga na Câmara ocorreu após seu projeto de candidatura ao Governo do Distrito Federal não avançar. Segundo ele, a mudança também atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro. O parlamentar destacou a experiência de mandatos anteriores como um diferencial para articular projetos e recursos para Brasília.
Educação como eixo da trajetória
Ao recordar sua história, Izalci contou que nasceu no interior de Minas Gerais e chegou a Brasília ainda jovem. Trabalhou desde a adolescência, estudou com bolsas e se tornou contador, auditor e professor.
O senador relacionou essas oportunidades à criação de iniciativas para ampliar o acesso à educação. Citou o projeto Cheque Educação, ações de inclusão digital e sua atuação na expansão da formação técnica no Distrito Federal.
“Educação profissional sempre foi uma preocupação que eu tive”, afirmou.
Para Izalci, o ensino médio precisa oferecer caminhos de qualificação aos jovens que não ingressam imediatamente na universidade. Ele também defendeu melhores salários para os professores, formação continuada, alfabetização na idade adequada e escolas com internet, laboratórios, esporte e cultura.
“Primeiro, valorização dos profissionais”, destacou ao apontar os principais desafios da educação.
O parlamentar também mencionou sua atuação em propostas de financiamento da ciência, tecnologia e inovação, áreas que considera importantes para o desenvolvimento econômico e a geração de oportunidades.
Saúde e execução dos recursos
Na saúde, Izalci defendeu a integração dos sistemas de informação das unidades públicas, a valorização dos profissionais e maior agilidade na execução dos investimentos.
Segundo ele, a falta de comunicação entre hospitais, UPAs e unidades básicas faz com que o paciente precise repetir informações e procedimentos. Também criticou a demora em consultas, exames e cirurgias.
“O problema da saúde do DF é gestão”, declarou.
O senador afirmou ter destinado recursos para equipamentos hospitalares e apontou dificuldades na execução de emendas. Citou o Hospital do Câncer como exemplo de projeto que, segundo seu relato, recebeu indicação de recursos, mas não avançou.
Ao abordar o atendimento oncológico, recordou a perda de um irmão e reforçou a necessidade de reduzir os prazos de diagnóstico e tratamento.
“Câncer não espera”, afirmou.
Segurança e autonomia do Distrito Federal
Izalci também defendeu a recomposição dos efetivos da segurança pública, investimentos em tecnologia e a preservação do Fundo Constitucional do DF.
O parlamentar explicou que apresentou uma proposta de mudança constitucional para ampliar a autonomia do governo local na organização da segurança, incluindo concursos e reajustes, mantendo a transferência de recursos pela União.
Na entrevista, citou ainda o apoio ao projeto Vizinhos Protegidos e o uso de tecnologia para aproximar moradores e forças de segurança. Para ele, a participação da população deve integrar as políticas públicas.
“A gente só vai conseguir resolver essa questão da segurança, da educação e da saúde com a participação da comunidade”, disse.
Regularização e planejamento urbano
O senador destacou sua participação na legislação de regularização fundiária e cobrou maior execução das medidas pelo governo local. Relacionou a segurança jurídica dos imóveis à possibilidade de investir, desenvolver atividades econômicas e melhorar a infraestrutura.
Também defendeu que o crescimento das cidades seja acompanhado de planejamento, com espaço para escolas, hospitais, transporte e outros equipamentos públicos.
Izalci mencionou iniciativas de discussão do futuro do DF realizadas com moradores e representantes de diferentes setores. Segundo ele, a gestão precisa estabelecer objetivos, calcular custos e acompanhar os resultados.
“Planejamento é você estabelecer metas e trabalhar com as metas”, afirmou.
Políticas sociais e fiscalização
Ao falar sobre políticas sociais, Izalci defendeu centros de convivência para idosos, inclusão digital e qualificação para ampliar a renda de mulheres e famílias vulneráveis. Também citou ações de apoio à agricultura familiar e à comercialização de produtos.
Na pauta nacional, manifestou apoio a Flávio Bolsonaro, criticou o governo federal e defendeu reformas política e do Judiciário, incluindo o fim da reeleição e a adoção de mandatos com prazo determinado para ministros do Supremo Tribunal Federal.
O senador ressaltou que pretende continuar fiscalizando, legislando e buscando recursos para o Distrito Federal. No encerramento, pediu que os eleitores pesquisem a trajetória dos candidatos e participem das decisões políticas.
“Voto não tem preço, tem consequência”, declarou.
