No Viva Brasília Podcast, deputado apresenta propostas para o sistema prisional, proteção às mulheres, saúde e mobilidade.
O endurecimento da legislação penal e o fortalecimento da segurança pública foram os principais temas da entrevista de Alberto Fraga ao Viva Brasília Podcast, apresentado por Fran Mendonça. O deputado federal defendeu o cumprimento integral das penas, o trabalho obrigatório para presos e a redução da idade penal. Também apresentou propostas para saúde e transporte e afirmou que pretende disputar mais um mandato para concluir suas principais pautas.
Policial militar reformado, Fraga contou que chegou a Brasília ainda criança e iniciou a carreira militar na adolescência. Segundo ele, a entrada na política ocorreu após o comando de uma unidade da PM em Ceilândia, quando lideranças comunitárias e integrantes da tropa o incentivaram a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Minha bandeira sempre foi e sempre será a segurança pública. Eu quero defender a população”, afirmou.
Mudanças no sistema penal
Fraga defendeu alterações nas regras de execução das penas e criticou a progressão de regime, as audiências de custódia e o auxílio-reclusão. Apontou essas mudanças como prioridades de sua atuação parlamentar.
“Eu quero o cumprimento integral da pena”, declarou.
O deputado também propôs o trabalho obrigatório no sistema prisional, associado à qualificação profissional. Citou experiências que disse ter conhecido em Goiás e Santa Catarina, nas quais os presos trabalham e parte da remuneração é destinada às famílias e ao custeio da permanência na unidade.
Para Fraga, a formação profissional deve permitir que a pessoa deixe o presídio com condições de ingressar no mercado de trabalho.
“Eu quero que o preso aprenda uma profissão e saia de lá com emprego”, afirmou.
Ao recordar sua atuação legislativa, citou iniciativas relacionadas ao sequestro-relâmpago, ao cadastramento de celulares pré-pagos, à licença-maternidade para mães adotivas e à acessibilidade em parques de diversões.
Tecnologia e efetivo policial
Na discussão sobre tecnologia, Fraga se posicionou contra as câmeras corporais usadas por policiais. Argumentou que o monitoramento pode ampliar a insegurança dos profissionais durante decisões tomadas em poucos segundos.
Em contrapartida, defendeu o reconhecimento facial em locais de grande circulação, como rodoviárias e estações de metrô.
“Reconhecimento facial, fantástico”, disse.
O deputado também cobrou concursos periódicos para recompor os quadros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Em sua avaliação, o crescimento da população não foi acompanhado pela reposição dos profissionais que passaram para a reserva.
Proteção às mulheres
Ao abordar a violência doméstica, Fraga apontou a dependência financeira e emocional como obstáculos que podem dificultar a denúncia. Defendeu que o poder público esteja preparado para acolher as vítimas.
“O Estado tem que estar organizado e preparado para receber essas mulheres”, afirmou.
O parlamentar também disse defender a comunicação à vítima quando um ex-marido ou ex-companheiro preso estiver prestes a ser colocado em liberdade. Segundo ele, o aviso pode ampliar as possibilidades de proteção diante de ameaças anteriores.
Atendimento de saúde e recursos para o Entorno
Na saúde, Fraga destacou o programa Atenda Mais, que, segundo seu relato, levou consultas e procedimentos a cinco regiões do DF com recursos de emendas parlamentares. Afirmou que mais de 25 mil pessoas foram atendidas e prometeu dar continuidade à iniciativa caso seja reeleito.
“Eu me reelegendo, vou continuar esse programa chamado Atenda Mais”, declarou.
O deputado também explicou a destinação de emendas à saúde de municípios do Entorno. Em sua avaliação, melhorar o atendimento nessas cidades contribui para reduzir a pressão sobre a rede pública de Brasília.
“Brasília tem dinheiro suficiente. O que tá faltando é gestão”, afirmou.
Fraga ainda defendeu a preservação do Fundo Constitucional, que considera essencial para o financiamento dos serviços públicos do Distrito Federal.
Transporte e continuidade na política
Na mobilidade, o deputado defendeu a ampliação do metrô e a oferta de transporte coletivo de qualidade como formas de reduzir a quantidade de carros nas ruas. Citou a necessidade de alcançar mais regiões administrativas e melhorar as conexões com o Entorno.
Filiado ao PL, Fraga reafirmou posições conservadoras, como a defesa da propriedade, a oposição à liberação das drogas e ao aborto e o apoio à posse de arma em casa para proteção da família.
Aos 70 anos, afirmou que já considerou deixar a política, mas pretende disputar mais um mandato para avançar nas propostas que defende desde o início da carreira.
“Tá na hora de fazer o último mandato e fechar com chave de ouro”, declarou.
