Pequim reafirma reconhecimento da decisão do eleitorado enquanto presidente americano levanta suspeitas de fraude sem apresentar provas

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, durante a cerimônia de assinatura de Atos, no Palácio do Povo. Foto: Ricardo Stuckert/PR
A China voltou a reconhecer nesta quarta-feira (28) o resultado da eleição presidencial brasileira e afirmou respeitar a decisão tomada pelos eleitores. A declaração ocorreu após Donald Trump levantar suspeitas, sem apresentar provas, sobre o segundo turno que reconduziu Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.
“Nós respeitamos a escolha independente do povo brasileiro”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz da chancelaria chinesa. Pequim já havia adotado a mesma posição na segunda-feira (26), quando foi questionado sobre o pedido de Flávio Bolsonaro para anular o resultado eleitoral.
Trump tomou direção diferente. O presidente americano declarou que a eleição lhe pareceu “fraudada” e criticou a extensão do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin. Apesar das declarações, afirmou que não pretende tomar medidas sobre o pleito por ser presidente dos Estados Unidos, e não do Brasil.
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A postura contrasta ainda com o comportamento de Trump depois do primeiro turno, quando Flávio terminou à frente de Lula. Na ocasião, o republicano elogiou a rapidez da apuração brasileira e posteriormente comemorou o desempenho do candidato do PL. Após o segundo turno, o governo americano também segurou a divulgação de uma mensagem que reconheceria oficialmente o resultado.
As declarações ocorrem enquanto Flávio está nos Estados Unidos após deixar o Brasil dois dias depois da derrota. O senador havia recebido ordem para entregar seus documentos de viagem e não sair do país. Já instalado no exterior, manteve as contestações ao resultado, enquanto a China reiterou publicamente que considera a escolha do eleitorado brasileiro soberana.
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